quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Créditos

I

dentro de mim
há só um som opaco
do salto alto contra a dureza do asfalto,
um cão faminto que late sem parar,
o esplendor de estilhaços de vidro,
o ruído de cupins devorando paredes,
dentro de mim,eternamente,
o estrondo de carros
que colidem em alta velocidade:
o silêncio da falta de sobreviventes.
II
A cabeça sempre agitada
Parada,
Não há nada em que se pensar.
A boca seca inundada
De silêncio,
Que me devolvam as palavras.

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