domingo, 8 de março de 2009

Água Pura

Trucidam-se almas
E mantém-se o corpo intacto,
Livres de qualquer aspecto pútrido.
Dentro do invisível,
Do cárcere da íris.
Dores insuportáveis
Trafegam sem destino,
Em rios de lágrimas voláteis,
Em peças de teatro,
Em cores abstratas.
Buscam refúgio
Em outro mundo.
Rasgam-se memórias
E permanece intacto
O orgulho de existir.
Repreendem-se desejos
E sustenta-se sadia
A razão.
Cultivam-se sonhos impossíveis
E chama-se a frustração de azar.
Resgata-se a consciência
E provoca-se o acaso
Com palavras de esperança,
Ladainhas conformistas
De merecimento.
Enterram-se os mortos
E calam-se as perguntas.
Busca-se refúgio
Em outro mundo,
Livres de qualquer aspecto pútrido.

4 comentários:

bruno nobru disse...

desculpe a invasão, mas o silêncio é muito bom, estou lendo aos poucos

Catherine Castanho disse...

Seja bem-vindo, moço =)

Obrigada, espero que lhe agradem as demais postagens.
Em contrapartida tbm invadirei seu blog.. =P
hehe

Beijos

Diego Maciel disse...

Bah Catty, ficou muito bom

"sonhos impossíveis a chama-se a frustração de azar..."

howhowhow

Catherine Castanho disse...

=)

uehuehuhe

Obrigadinha, ^^

Bjins..