quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ridículo.

Tu és ridículo. Você sabe que o é e que não há como fugir disso.
Não importa o que você diga, o que você pensa sempre acaba num vazio lascivo e extenso. Você desmorona, tua verve não é o bastante, tuas idéias são parvas.
Tu és ridículo, você sabe que o é. E ainda sonha em levar a vida de uma maneira digna, pobre sonhador, utópico de merda. Como vai chegar lá se tua vontade sempre é mínima? Se dentro de ti mora um derrotado que você vive tentando esconder? Tu és ridículo.
Você sabe, você sabe de tudo, inclusive sabe que não é capaz de amar. É um romântico careta, um moralista vigário. Ridículo. Um incapaz. Mas você finge que não é.
Você sabe fingir, sabe falar, sabe persuadir assim como fez Hitler. Não demora muito e a nação se curvará a teus pés, alvo fácil.
Você é capaz de tudo, e não passa de um miserável. Você anda como rei na sua podridão a qual chama de castelo, seu reino é fictício. Mas você tem razão, todos têm razão, e ainda assim você sabe que não há como fugir disso. Ridículo.
Mas até quando vai suportar a coroa que pusestes na cabeça? Tua força acaba sempre quando você mais precisa dela, na verdade acho que você desiste.
E tinha tudo pra ser Deus, mas é um frouxo. Tem medo do escuro e fecha os olhos.
Você sabe que não há como fugir disso.

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